Dados estruturados que inventam fatos sobre os seus usuários
Um site de comunidade dizia aos buscadores que 3.939 perfis de membros tinham a mesma profissão, porque o código preenchia um cargo sempre que ele faltava. Dados estruturados são lidos como fato, e um palpite vira uma afirmação falsa.
Marcação Person em 3.939 perfis
O que encontramos
Um site de comunidade adicionou dados estruturados Person aos perfis dos membros, para deixar a autoria mais clara para o Google. É uma boa ideia. A implementação tinha uma linha que não era.
Quando um membro não tinha preenchido o cargo, o código preenchia por ele: o mesmo cargo profissional para todo mundo. Em 3.939 perfis, o site dizia aos buscadores, como fato, que todo membro sem cargo tinha aquela profissão.
Por que isso é pior do que não ter marcação
- O Google pede que os dados estruturados descrevam o conteúdo com verdade. Marcação que não bate com a realidade pode custar os resultados enriquecidos e, nos casos graves, gerar uma ação manual.
- Os assistentes de IA leem dados estruturados como uma declaração feita pelo próprio site. Um valor falso pode ser repetido como resposta sobre uma pessoa real.
- Os dados são sobre pessoas. Atribuir uma profissão a alguém que nunca a declarou é um problema antes mesmo de ser um problema de SEO.
A regra: valor que você não sabe fica de fora
Um valor padrão funciona bem no layout da página, onde "Membro" embaixo de um nome é só um rótulo. Nos dados estruturados, o mesmo valor padrão vira uma afirmação. A diferença, em PHP:
// antes: um valor desconhecido vira "fato"
$person['jobTitle'] = $title ?: 'Professional';
// depois: um valor desconhecido fica de fora
if ( '' !== $title ) {
$person['jobTitle'] = $title;
}
Mais duas coisas que corrigimos
- O plugin de SEO já adicionava o seu próprio
Personna mesma página, sem@id. Os buscadores viam duas pessoas sem relação entre si. Dar aos dois o mesmo@id(o endereço do perfil seguido de#author) permite que se juntem numa só. - Para saber quem tem de fato um papel profissional, usamos um sinal que já existia nos dados do site, mais uma marcação manual para os casos que o sinal não pega. Nada é deduzido a partir de um campo vazio.
A armadilha silenciosa
A primeira versão corrigida não gerava marcação nenhuma, e também nenhum erro. O código procurava uma taxonomia pela palavra usada no endereço, que estava no singular. O nome interno estava no plural. A verificação dava falso e a função parava sem avisar.
Os nomes internos aparecem em /wp-json/wp/v2/taxonomies. Conferir ali, em vez de confiar no endereço, resolveu em minutos.
Como conferir o seu
- Passe três perfis ou páginas de autor diferentes no Teste de pesquisa aprimorada do Google ou no Schema Markup Validator.
- Compare os valores. Cargos, descrições ou imagens idênticos para pessoas diferentes são um sinal de alerta.
- Para cada propriedade, pergunte se o valor vem de algo que a pessoa ou a empresa realmente declarou. Se não vem, tire.
Quer que a gente confira isso no seu site?
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